Workshop de Piscicultura apresenta informações sobre cadeia produtiva a 150 participantes

Oferecer informações sobre o mercado de confinamento de peixes, manejo das espécies e a importância da assistência técnica. Este foi o objetivo do Senar/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural ao promover neste sábado (17), na propriedade do grupo Acorci, localizada na área rural de Campo Grande, o 1º Workshop de Piscicultura. Os 150 participantes puderam acompanhar apresentações de especialistas do setor e visitar as instalações da propriedade que é especializada na produção de alevinos (peixes para cria).

Na avaliação do superintendente do Senar/MS, Rogério Beretta, eventos como workshops e dias de campo favorecem a transferência de tecnologia entre os produtores e técnicos, além de aproximar os elos da cadeia produtiva. “Com apoio dos proprietários podemos oferecer informações sobre a atividade de piscicultura e esclarecer dúvidas que vão desde as espécies mais adequadas para produção em escala até um modelo de acompanhamento da gestão. Além disso, o Senar possui a expertise de capacitação e assistência técnica e gerencial que são essenciais para o sucesso produtivo”.

O mercado de piscicultura apresentou ascensão na última década, com um crescimento anual médio cinco vezes maior do que outras atividades agropecuárias. Entre os motivos estão o crescimento do consumo de peixe e recomendações, como da OMS – Organização Mundial de Saúde, que avalia como ideal o consumo anual de 12 kg desta proteína por habitante. No Brasil, a média é de 14,5 kg por pessoa, o que demonstra que existe mercado interessado no produto.

Foto: Divulgação

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Avaliação do mercado – O empresário, Luiz Acorci, atua há quase 30 anos especificamente com alevinos junto com a família, acompanhando a evolução da atividade no Estado. Ele destaca que o mercado é promissor e cada vez mais tecnificado, o que exige planejamento e gestão. “Quando começamos a trabalhar com piscicultura a informação era pouca e as técnicas artesanais, o que dificultava a produção em escala. No entanto, o mercado se modernizou e possibilitou que os interessados iniciem a produção com maior chance de êxito, entretanto é preciso entender esta dinâmica e procurar orientação profissional”, argumenta.

O coordenador do programa de ATeG – Assistência Técnica e Gerencial em Piscicultura, Pedro Bigaton detalha as principais dúvidas que os produtores apresentam quando procuram o trabalho dos profissionais do Senar/MS. “Os interessados em iniciar a produção em escala chegam até nossa equipe com questionamentos básicos como tamanho do tanque, espécies, manejo e qualidade de água. E são questões atendidas na assistência, já que iniciamos o atendimento com um diagnóstico da propriedade e consultoria mensal”, pontua.

Passo a passo da atividade – Um dos técnicos de campo do programa é o zootecnista André Luiz Nunes que atende 20 produtores no município de Laguna Carapã, região sul do Estado.  O profissional ministrou uma palestra na qual detalhou conhecimentos que vão do manejo alimentar até a biometria dos animais. “É fundamental que o piscicultor saiba a importância da alimentação dos peixes, a qualidade do produto e o acompanhamento do desenvolvimento. Estes fatores são responsáveis por 60% dos custos de produção, já que impactarão no crescimento e saúde da criação”, ressalta.

Luiz Acorci Filho é engenheiro agrônomo e administra com o pai, a propriedade que recepcionou o Workshop de Piscicultura. Ele foi o segundo palestrante do evento e destacou informações de mercado, infraestrutura e manejo na atividade, apresentando esclarecimentos sobre a produção de alevinos. “A piscicultura não é uma atividade difícil e exige investimento menor em relação a outras criações agropecuárias. No entanto, o interessado tem que observar uma série de fatores que necessitam de apoio profissional. Aqui na propriedade procuramos atuar de forma a minimizar os custos e maximizar os resultados e para isso é necessária muita dedicação e atenção com os peixes”, observa.

O produtor Alekson Camargo veio de Jaraguari para participar do evento, em busca de informações para ampliar a produção que retomou após conhecer o ATeG Piscicultura. Animado com as orientações que vem recebendo desde maio, faz planos de diversificar a quantidade de espécies. “Já tinha trabalhado com piscicultura, porém, acabei desistindo por falta de orientação e da dificuldade de ter para quem vender. Quando conheci o programa e recebi esclarecimentos do técnico resolvi começar o confinamento, inicialmente com dois tanques que somam 2,6 mil metros. Atualmente estou manejando alevinos de Pacu para vender em pesques pagues da região e planejando investir em Tilápia que é a espécie com maior oportunidade de comercialização”, finaliza.

Sobre o ATeG Piscicultura – A Piscicultura é uma das áreas de atuação de ATeG oferecido pelo Senar/MS e atende 80 produtores em cinco municípios de Mato Grosso do Sul: Campo Grande, Dourados, Jaraguari, Laguna Carapã e Ponta Porã. Os interessados em participar do programa e receber orientação técnica devem procurar o sindicato rural da região ou a regional do Senar pelo telefone (67) 3320-6900.

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