Comissão do Congresso que investiga Funai e Incra recebe relatório da CPI do Cimi

Deputada Mara Caseiro (PSDB/MS) – Foto: Divulgação

Deputada Mara Caseiro (PSDB/MS) – Foto: Divulgação

Em Campo Grande  (MS) para participar de diligências como parte dos trabalhos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga a Funai (Fundação Nacional do Índio) e o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), a deputada federal Tereza Cristina (PSB-MS), que é sub-relatora da CPI, recebeu das mãos dos deputados Mara Caseiro (PSDB) e Paulo Corrêa (PR), o relatório final da CPI do Cimi, que comprovou as denúncias de que o Conselho Indigenista Missionário incita e financia as invasões de propriedades particulares em Mato Grosso do Sul.

Tereza Cristina se comprometeu a entregar o documento em mãos para o presidente da CPI da Câmara Federal, que investiga a influência da Funai e do Incra nas demarcações de terras indígenas, deputado Alceu Moreira (PMDB-RS). Em dezembro do ano passado, Mara Caseiro e Paulo Corrêa estiveram em Brasília para compartilhar documentos que hoje estão servindo de instrumento para a CPI da Funai/Incra – que também aponta a existência de provas de que integrantes do Cimi ligados à Funai teriam instigado conflitos com produtores rurais em todo país.

O resultado das investigações da CPI do Cimi, cujo relatório final foi aprovado em maio deste ano, já foi encaminhado a vários órgãos, como o governo do Estado de MS e, será enviado também para o Ministério Público Federal e Estadual, CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Conselho Nacional do Ministério Público, Polícia Federal, Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ministério da Defesa, Senado, CPI da Funai e do Incra no Congresso Nacional, representação da Santa Sé no Distrito Federal e ao CAFOD (Agência Católica para o Desenvolvimento Exterior).

Mara Caseiro, que foi presidente da CPI do Cimi, espera que providências cíveis e criminais sejam tomadas. “Estamos encaminhando aos órgãos competentes e vamos cobrar providências. Desenvolvemos uma apuração séria, embasada, e temos provas tanto documentais quanto testemunhais suficientes para provar que o Cimi atua de maneira ardilosa, insuflando os povos indígenas, criando um clima de terror no campo e de instabilidade jurídica no Estado. Hoje entregamos o relatório para a deputada Tereza Cristina, que irá levar o documento para instruir os trabalhos da CPI, em Brasília, que também apura as responsabilidades desse mesmo órgão nos conflitos de terras”, explicou a deputada estadual.

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