Começando a falar sobre drogas lícitas e ilícitas

Foto – Reprodução – Internet

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Este é um assunto, que não tenho completo domínio, mas tenho boa vontade e seriedade. Digo que me falta conhecimento, porque quanto mais se estuda, menos se sabe.

Escrevi um livro intitulado “Transformar para evoluir”, e a partir de então escrevo crônicas pautadas neste assunto, que são as drogas lícitas e ilícitas. Vamos ver tudo o que se refere às drogas: álcool, tabagismo, maconha, cocaína, crack, oxy, e outros. Paulatinamente, iremos mostrando, através dos assuntos em série, tudo o que deve ser explicado.

As drogas são substâncias, naturais ou sintéticas, que possuem a capacidade de alterar o funcionamento do organismo. São divididas em dois grandes grupos: drogas lícitas e ilícitas.

O que são drogas lícitas?

São aquelas legalizadas, produzidas e comercializadas livremente e que são aceitas pela sociedade. As drogas lícitas mais consumidas pela população, em geral, são: álcool, cigarro, remédio utilizados para reduzir a ansiedade ou induzir o sono, xarope para controlar a tosse, descongestionante nasal, medicamento para reduzir o apetite e controlar o peso, hormônios para aumentar a massa muscular. Observa-se que o fato de serem liberadas não significa que não tenham algum tipo de controle governamental, como também não provoquem algum prejuízo à saúde humana.

O que são drogas ilícitas?

São substâncias proibidas de serem produzidas, comercializadas e consumidas. São drogas ilícitas: maconha, cocaína, crack, ecstasy, LSD, inalantes, barbitúricos, heroína, morfina, ópio e outros. Por serem proibidas, entram no país de forma ilegal através do tráfico que promove a comercialização ilegal.

O que é prevenção?

A prevenção é o ato ou efeito de prevenir, a disposição ou preparo antecipado; é o trabalho com valores, sentido da vida e com o projeto existencial de cada ser humano.

O que são prevenção e repressão?

Prevenção e repressão não são a mesma coisa. Elas supõem posturas diferentes, porém complementares. Prevenção consiste na redução da demanda do consumo de drogas. Neste caso, as ações têm como objetivo fornecer informações e educar os jovens a adotarem hábitos saudáveis e protetores em suas vidas.

Repressão consiste na redução da oferta de drogas. As ações repressivas têm como objetivo dificultar o acesso às drogas como, por exemplo: a legislação que proíbe o uso de algumas drogas, ações policiais para prender traficantes e restrições ao consumo de álcool e tabaco para menores de 18 anos.

Quais os níveis de prevenção?

Prevenção primária: tem como objetivo evitar que a pessoa experimente droga ou adie esta experimentação. Evitar o uso é uma questão que ninguém discute, mas retardar a experimentação costuma polêmica.

Prevenção secundária: tem como objetivo evitar a experimentação e/ou o uso ocasional tornem-se freqüentes, ou atinjam níveis de dependência.

Prevenção terciária: são ações ligadas ao tratamento da dependência química, tais como: encaminhamento, prevenção de recaídas reinserção social do dependente.

Quando devemos nos preocupar?

Primeiramente, devemos nos preocupar com a qualidade de vida dos jovens, e com o uso das drogas. Qualquer indício do uso de droga pode ser um excelente momento para iniciar um dialogo.

O jovem desprovido de maturidade emocional, o medo de enfrentar dificuldade, as frustrações e o modismo é um forte candidato para as drogas.

Qual é a nossa responsabilidade?

Não existe distinção entre as drogas lícitas e ilícitas, pois ambas podem trazer uma série de problemas.

Se analisarmos estes fatos, veremos que o problema do tráfico, e também, do uso de drogas licitas e ilícitas, afeta toda a população, direta ou indiretamente. Desta forma, todos nós temos responsabilidade e podemos fazer prevenção.

Como começa e como continua o uso de drogas na vida de uma pessoa?

Não existe uma regra para o início do uso, mas geralmente começa com o uso ilegal das drogas legais. Os jovens estão proibidos, por lei, de consumir, comprar e portar bebidas alcoólicas e tabaco, mas é justamente através destas duas drogas que se inicia a experimentação. Posteriormente, essa pessoa pode vir a fazer o uso freqüente ou problemático dessas substancias.

Nem todas as pessoas que fizeram uso do álcool e/ou tabaco experimentarão outras drogas. Normalmente, quem usa ou experimenta drogas ilícitas já fez uso ou experimentou drogas licitas.

Aqueles que fizeram uso esporádico de drogas ilícitas durante a juventude, não evolui para a dependência, embora ninguém tenha como saber isso previamente. Depois dessa fase, a tendência de consumo, costumeiramente, modifica-se e a pessoa volta a fazer uso apenas de drogas lícitas, exceto quem no meio do caminho se tornou dependente de drogas ilícitas.

Ter informações sobre as drogas já é suficiente para prevenir o uso?

A informação que os jovens têm a respeito do uso de drogas é bastante realista. A facilidade de obtenção é um fato concreto e os malefícios causados também. Sabemos que a diminuição da oferta facilitaria. Deve-se dar informações e compreender por que as drogas fazem parte da vida das pessoas.

Por que os adolescentes usam drogas?
Tudo o que ouvimos falar sobre drogas é verdade?

O primeiro contato com as drogas ilícitas acontece com os amigos, em casa. Vocês podem estar pensando que basta evitar as “más companhias” para que o jovem não tenha contato com as drogas. Devido, às características da adolescência, os jovens andam em grupos e acreditam que para serem aceitos, precisam serem iguais uns aos outros. Ninguém se torna dependente de drogas por causa de outra pessoa. Um dos argumentos freqüentes para usar a droga é que estas ampliam a consciência e aumentam a criatividade. Será que não há mais satisfação e realização em criar a partir de nosso potencial e de nossa capacidade?

Muitos acham que usar drogas dá uma sensação de liberdade. Com as drogas isso pode ser diferente. No inicio, ele pode escolher usá-las ou não, mas a dependência não representa uma escolha, pois não se faz mais o que quer. A sensação de liberdade associada à droga é muito fugaz.

Que liberdade é essa que aprisiona e às vezes mata?

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/drogas

-Laranja, T.H. M., Meyr, M., Humberg, L.V., Takei, E.H., Maluf, D.P. Drogas: prevenção e tratamento. São Paulo, Editora Clã, 2002.

– Marlatt, B. C. Drogas, mitos e verdades. Editora Ática.

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