Índice de pessoas com excesso de peso cresce em Campo Grande (MS)

O Ministério da Saúde divulgou nessa segunda-feira (17) os resultados da Pesquisa da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), realizada por telefone com 53.210 pessoas com mais de 18 anos nas capitais brasileiras, entre fevereiro e dezembro de 2016

A pesquisa revela um crescimento do número de pessoas que estão acima do peso em Campo Grande, passando a ser a segunda capital do País com maior índice de pessoas com excesso de peso. Os dados indicam que 58% dos entrevistados estão acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Na pesquisa da Vigitel de 2014, Campo Grande aparecia na 7ª colocação do ranking, com 55% da população. Rio Branco (AC), que registrou 60,6%, lidera o ranking, conforme os dados apresentados nessa segunda-feira.

No entanto, um dado positivo. Campo Grande que liderava o ranking quando o assunto era obesidade com 22% dos campo-grandenses obesos, agora possui 19,9% da população nessa faixa, ficando atrás de outras capitais, como Rio Branco (23,8%), Cuiabá (21,9%), João Pessoa (21,7), Rio de Janeiro (20,9%), Porto Velho (21,3%), Maceió (21,1%), Aracajú (20,2%), Fortaleza e Recife (20%).

“Os dados já mostram uma mudança, se considerarmos que muitos deixaram a obesidade e agora se encontram na faixa com excesso de peso. Campo Grande tem um bom número de parques lineares, bons espaços para atividade física, mas ainda falta a mudança de hábito da população e mais políticas públicas que incentivem às práticas esportivas. Investir em atividade física diminui custo em investimento em saúde”, declara o presidente do CREF11/MS, Ubiratam Brito de Mello.

A pesquisa da Vigitel de 2014 ainda apontou que apenas 38% dos campo-grandenses praticam o recomendado de atividade física pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que é de 150 minutos semanais no tempo livre, o que daria pelo menos meia hora de atividade física em cinco dias da semana. “As pessoas precisam procurar um profissional de Educação Física registrado no Conselho, pois não adianta fazer atividade física sem orientação. Se não fizer adequadamente, pode ser que atividade não faça efeito ou até mesmo pode ser prejudicial. Não é só chegar a um parque e sair andando. O profissional prescreve a atividade de acordo com a necessidade do aluno”, explica o presidente do CREF11/MS.

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