Boris Johnson renuncia ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido

A renúncia acontece após uma série de escândalos envolvendo assessores

Boris Johnson, ex-primeiro-ministro do Reino Unido – Foto: Divulgação

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, renunciou ao cargo na manhã desta quinta-feira (07), após uma série de escândalos e denúncias envolvendo seu governo e, sobretudo, seus assessores mais diretos. Ele deverá permanecer no cargo até a escolha de seu sucessor.

De acordo com informações das principais agências internacionais de notícias, o Partido Conservador de Boris Johnson se rebelou contra ele e exigiu sua renúncia imediata, afim de evitar novos escândalos e a perda de prestígio junto ao eleitorado.

As denúncias contra Boris Johnson começaram em 2020 durante a pandemia da Covid-19 (Coronavírus). Na época, o Reino Unido decretou lockdown (confinamento) em todo o país com o objetivo de evitar o aumento nos casos de Covid-19, porém o primeiro-ministro e seus assessores realizaram uma festa, com direito a aglomeração, na residência oficial, localizada na 10 Downing Street, em Londres, na Inglaterra.

Na ocasião, Boris Johnson reconheceu o erro e pediu desculpas, mas se recusou a deixar o cargo. Outros escândalos aconteceram desde então, mas o pior deles ocorreu quando o primeiro-ministro nomeou Chris Pincher para um cargo importante no governo.

Chris Pincher está sendo acusado de abuso sexual e Boris Johnson já admitiu que sabia das acusações contra ele quando o nomeou para o cargo.

Após esse novo escândalo, 40 membros do Partido Conservador que ocupavam cargos no governo de Boris Johnson pediram demissão, deixando o primeiro-ministro isolado e sob forte pressão para renunciar ao cargo.

No Parlamento Britânico, muitos parlamentares disseram estar profundamente magoado e frustrado com as atitudes de Boris Johnson, sem possibilidade de defendê-lo de novas acusações e escândalos.

No discurso de renúncia, Boris Johnson disse:

É claramente agora a vontade do Partido Conservador no Parlamento que deve haver um novo líder e, portanto, um novo primeiro-ministro. Concordei com Sir Graham Brady, líder de nossos parlamentares, que o processo de escolha desse novo líder deve começar agora e o cronograma será anunciado na próxima semana. E hoje nomeei um gabinete para servir, como farei, até que haja um novo líder”.

Então, quero dizer aos milhões de pessoas que votaram em nós em 2019 — muitos deles votaram nos conservadores pela primeira vez — obrigado por esse mandato incrível. A maior maioria conservadora, desde 1987“, concluiu o agora ex-primeiro-ministro Boris Johnson.

Com informações das Agências Reuters e France Presse

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