5 estratégias para os shoppings enfrentarem o abre e fecha na pandemia

Entre o abre e fecha das lojas e os muitos decretos sancionados pelos estados do país, os lojistas de shoppings precisaram se adaptar para sobreviver em meio à pandemia. Entre tantas mudanças, também foi necessário que a administração do shopping compreendesse a realidade do lojista e optasse por novas medidas que auxiliem os comerciantes.

Corredor de shopping center vazio por causa da pandemia – Foto: Divulgação

Algumas iniciativas têm ajudado tanto lojistas quanto os administradores do shopping no atual momento. Encontrar o equilíbrio entre as partes pode ser complicado, por isso, a Group Software, empresa especializada no desenvolvimento de soluções para shoppings há mais de 25 anos, traz algumas dicas que podem auxiliar durante essa fase.

  1. Parcerias estratégicas para amenizar a crise

Atualmente, após experiências de abre e fecha, muitos lojistas optaram pela estratégia de investir em plataformas de e-commerce, com site próprio ou venda por marketplace. E, para atrair ou chamar atenção dos clientes, muitos deles estão oferecendo programas de cashbacks, sistema em que o consumidor tem parte do dinheiro de volta.

O uso de uma plataforma de fidelização de clientes (consumidores) pode ser muito útil. Imagine que cada compra no shopping dê um cashback em moeda virtual, que pode ser utilizada no shopping, seja por meio de produtos das lojas, vouchers em restaurantes, tickets de estacionamento, cinema etc. Assim, é possível fidelizar os clientes e ainda garantir que ele compre, independente se a loja está aberta ou fechada.

  1. Cobranças e negociações

Em virtude da pandemia, muitos lojistas vêm encontrando dificuldades para conseguir arcar com o aluguel, e, consequentemente, os shoppings estão cada vez mais precisando se reinventar para receber estes valores.

Com isso, estão surgindo negociações para os tipos de cobranças, que vão desde o desconto direto no faturamento, desconto por pagamento em dia ou até mesmo cobrar apenas o percentual em cima de uma faixa de vendas do lojista, pois, assim, o lojista pagaria o aluguel baseado tão somente em sua performance de vendas.

Outra forma de negociação muito praticada nos shoppings é a concessão de descontos no faturamento atual, e estes valores postergados serão cobrados juntamente com os aluguéis futuros.

Além disso, os grandes grupos de shoppings têm realizado negociações em que, caso o lojista pague as parcelas do acordo em dia, os valores de juros, multa e correções são abonados ao fim do acordo. Este formato tem boa aderência, pois, além do lojista ser beneficiado com a isenção dos acréscimos, o shopping estimula o lojista a cumprir a negociação firmada.

  1. Comunicação

Com a necessidade de fechar as portas durante as piores fases da pandemia, ficou ainda mais importante as administrações terem uma comunicação rápida e eficiente com os lojistas. O uso de ferramentas que auxiliam este processo se tornou indispensável.

Além disso, as soluções para a comunicação podem apoiar a administração em outros pontos, como a circulação de comunicados, reuniões virtuais, abertura de chamados operacionais ou até mesmo com serviços do tipo “self service”, em que o lojista consegue autoatendimento por meio da própria plataforma, sem gastar o tempo, ora precioso, dos funcionários da administração.

  1. Shoppers

Para acompanhar a tendência do varejo online, muitos shoppings adotaram modelos que fossem mais do que um e-commerce. Um deles é a venda direta, em que um shopper contratado pelo shopping faz as compras para o consumidor final.

Esse profissional executa todo o processo e facilita a vida dos lojistas, cadastrando produtos e consumidores, e levando encomendas para o ponto de coleta no centro de distribuição.

  1. Digitalização

Na administração dos shoppings, a movimentação de documentos é constante e volumosa, e, com a circulação desses papéis, podem ocorrer alguns problemas frequentes:

  • Extravios/Perdas;
  • Danificação;
  • Necessidade de grande espaço físico para armazenamento;
  • Deterioração da impressão;
  • Recurso para organizar/dar manutenção no arquivo;
  • Difícil acesso aos documentos, dependendo da localização do arquivo;

Além disso, cada vez mais se tem adotado o envio de documentações (contratos, notas fiscais, boletos etc) eletronicamente. Pensando nisso, é de extrema importância possuir um ERP, sistema que interliga todos os dados em um só lugar, que possibilite armazenar e vincular estes documentos aos respectivos processos, dando maior segurança, fluidez e transparência no processo, uma vez que estes documentos podem auxiliar em determinados processo, como, por exemplo, nas aprovações de despesas e/ou contratos. Com alguns ajustes, é possível que lojistas e administradores de shoppings sobrevivam melhor neste período complicado.

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