Dia Mundial da Fisioterapia: Especialista da Anhanguera dá dicas de exercícios simples para melhorar a capacidade respiratória no pós-Covid-19

Hoje, 8 de setembro, é comemorado o Dia Mundial da Fisioterapia, sendo uma área de destaque neste cenário da pandemia. O fisioterapeuta é um dos profissionais que compõe a equipe multidisciplinar no tratamento de pacientes com a Covid-19, e atua nas disfunções respiratórias causadas pela doença, já que tem papel essencial na manutenção e recuperação da função ventilatória.

Foto: Divulgação

Nos pacientes que desenvolvem a forma grave da Covid-19, a principal complicação é a disfunção respiratória, além de alterações neurológicas. “Diante disso, o fisioterapeuta vem demonstrando cada vez mais sua importância na área hospitalar, atuando desde as unidades de emergência, Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s) e nas enfermarias, como parte da equipe multidisciplinar”, destaca o professor do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande, Rodrigo Koch. O fisioterapeuta atua com o objetivo de minimizar as sequelas relacionadas à imobilidade e redução da capacidade funcional relativas à doença e a própria internação hospitalar devido as complicações da Covid-19.

Conforme explica Rodrigo, entre os benefícios de contar com profissionais especialistas estão a diminuição do tempo de ventilação mecânica d de imobilização e a retirada precoce do leito resultando em redução do tempo de internação hospitalar. “Não só para os fisioterapeutas, mas para todos os profissionais da área de saúde, a Covid-19 está sendo um desafio, tanto no tratamento na fase crítica da doença, como na reabilitação, devido as sequelas”, afirma o professor das disciplinas de Fisioterapia Cardiopulmonar e Fisioterapia em Unidade Hospitalar. Ainda segundo o professor, no pós-Covid, uma das principais queixas é a sensação de falta de ar, fraqueza e cansaço a pequenos esforços.

“Diante dessa situação, o fisioterapeuta tem um papel essencial também na recuperação, através da reabilitação cardiorrespiratória com a utilização de técnicas e exercícios específicos para melhorar a capacidade funcional e ventilatória”, esclarece. Segundo o especialista, este profissional atua também na melhora da força e resistência da musculatura respiratória, bem como todo o corpo. “Para isso, trabalhamos com atividades aeróbicas e com utilização de grandes grupos musculares”, explica.

E a tecnologia também é aliada neste momento. De acordo com Rodrigo, a reabilitação pode acontecer de forma remota, visto que neste momento o isolamento é uma das principais indicações para diminuição de disseminação da Covid-19. “Porém, em casos de média e alta complexidade, ou seja, aqueles pacientes mais graves e com maiores limitações, é necessário que o fisioterapeuta faça uma avaliação presencial e continue orientando de forma remota”, destaca o professor da Anhanguera que também é especialista em Fisioterapia em Terapia Intensiva.

Já em pacientes com sequelas leves, essa avaliação e orientação podem acontecer de forma remota desde início, complementa. “Como orientações para atividades em casa, recomendamos iniciar com caminhadas leves e de pequenas distâncias, além de exercícios respiratórios”, orienta o especialista.

Confira as dicas do professor do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande, Rodrigo Koch, para a realização de exercícios respiratórios que podem ser feitos em casa, para pacientes que tiveram a Covid-19, após a alta hospitalar:

  • Exercite a respiração normal: inspire pelo nariz (puxe o ar) uma vez e expire pela boca (solte o ar) uma vez. Faça três séries de dez repetições, duas vezes ao dia (de manhã, após o café, e à noite, antes de dormir), com intervalo de um minuto entre as séries.
  • Puxe o ar duas vezes pelo nariz sequencialmente, e solte-o pela boca da mesma forma. Faça duas séries de dez repetições, com intervalo de um minuto entre elas, de manhã e de noite.
  • Amplie o exercício anterior: puxe o ar três vezes pelo nariz sequencialmente, e solte-o pela boca da mesma forma. Faça duas séries de dez repetições pela manhã e noite, com intervalo de um minuto entre elas.
  • Para incentivar o aumento da ventilação, puxe o ar pela boca profundamente e o segure de cinco a dez segundos. Libere o ar de uma vez pela boca, na sequência, de forma rápida. Faça duas séries de dez repetições pela manhã e à noite, com intervalo de um minuto entre as séries.
  • Sente-se, segure uma bola plástica leve entre as mãos e estique os braços para a frente, formando um ângulo de 90 graus com seu corpo. Levante e desça a bola, sempre com o braço esticado, associando o movimento à respiração, puxando o ar pelo nariz e o soltando pela boca. Faça duas séries de dez repetições.
  • Segurando a mesma bola entre as mãos e também sentado, estique os braços para a frente e dobre-os em direção ao tórax, sucessivas vezes e associando o movimento à respiração. Faça duas séries de dez repetições.
  • Em posição deitada, de barriga para cima e com o corpo esticado totalmente, flexione uma das pernas deixando-a apoiada no chão e eleve a outra, contando até cinco. Faça duas séries de dez repetições associando o movimento à respiração, puxando o ar quando a perna sobe e soltando quando desce.
  • Caminhe dando passos em que o pé, desencoste totalmente do chão com leve inclinação, associando o movimento à respiração normal, puxando o ar pelo nariz e soltando pela boca.

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