Dia da Biodiversidade traz reflexão sobre Pandemia

Pandemias podem ser causadas pelo desequilíbrio ambiental

Foto: Divulgação

Situações como a que o mundo enfrenta neste momento podem estar relacionadas ao desequilíbrio ambiental e ecológico. Um exemplo disso é a relação que se estabelece com a fauna. Em razão de ações humanas, que resultam na interferência ou destruição dos hábitats dos animais, muitos deles acabam migrando para centros urbanos. Interações entre esses animais e os humanos podem desencadear a expansão dessas doenças – e até mesmo o surgimento de novas enfermidades. O alerta é de Douglas Trent, ecólogo americano há 40 anos no Brasil e Diretor de Pesquisa do Projeto Bichos do Pantanal.

“Quando o Homem devasta a natureza, ele acaba colocando à prova a própria existência, pois a perda do hábitat – provocada por desmatamentos e destruição de florestas, poluição de rios, queimadas e outras ações humanas – levam os animais a invadir os centros urbanos, que avançam sobre onde antes viviam em paz. Isso faz com que doenças novas cheguem a ambientes urbanos, como é o caso da febre amarela, que antigamente se restringia às áreas rurais e florestais, mas que hoje já ocorre até mesmo em São Paulo”, afirma Douglas, quer aproveitar o Dia Mundial da Biodiversidade, comemorado em 22 de maio para lembrar que a preservação da biodiversidade pode contribuir para evitar a proliferação de vírus e novas epidemias

Com vasto conhecimento sobre o contexto mundial e a realidade brasileira, Douglas Trent estará à disposição para falar mais sobre este tema se houver interesse.

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