Incêndio atinge instalações petroleiras na Arábia Saudita

A fumaça provocada pelos incêndios pode ser vista do espaço

Dois ataques realizados provavelmente com drones atingiram neste sábado (14) duas grandes instalações petrolíferas da Empresa Aramco, sediadas na Arábia Saudita. Os dois estabelecimentos se incendiaram e a fumaça pode ser vista do espaço.

De acordo com as primeiras informações, divulgadas agora a pouco pelas principais agências internacionais de notícias, o número oficial de vítimas ainda é incerto e, por essa razão, não foi divulgado pelas autoridades sauditas.

Ataques com drones atingem petrolíferas na Arábia Saudita – Foto: Reuters

O Ministério do Interior da Arábia Saudita informou que uma das instalações atingidas fica localizada em Abqaiq, onde fica a maior fábrica de processamento de petróleo do país. A segunda instalação atingida fica em Khurais.

Equipes de emergência, formadas por bombeiros, policiais e membros das Forças de Segurança foram mobilizadas e enviadas para os respectivos locais, que permanecem isolados e cercados. Os feridos estão sendo socorridos e levados a hospitais da região.

As chamas nas duas instalações já estão controladas, porém elas ainda não foram totalmente extintas.

As autoridades sauditas acreditam que os ataques tenham sido realizados por rebeldes iemenitas houthis, que são apoiados pelo Irã. O grupo já reivindicou para si a autoria do atentado.

Incêndio atinge instalações da petroleira Aramco em Abqaiq, na Arábia Saudita. A fumaça pode ser vista do espaço — Foto: Reuters

Os ataques e atentados feitos por rebeldes iemenitas houthis do Iêmen tem como alvos principais instalações sauditas.

O Iêmen encontra-se em Guerra Civil, e os sauditas apoiam o governo iemenita liderado por Abd-Rabu Mansour Hadi, que enfrenta oposição feroz do Movimento Houthi, alinhado com o Irã.

A Guerra Civil no Iêmen já causou a morte de milhares de pessoas e fez com centenas de famílias deixassem suas casas, tornando-se imigrantes. A Organização das Nações Unidas (ONU) acredita que milhões de cidadãos do Iêmen estão passando fome.

Com informações das Agências France Presse e Reuters

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