Ciclone atinge Moçambique e deixa 1 morto e dezenas de desabrigados

O Ciclone Kenneth atingiu nesta quinta-feira (25) a Região de Moçambique, no Continente Africano, deixando um rastro de destruição e dezenas de pessoas desabrigadas.

De acordo com as primeiras informações, divulgadas agora a pouco pelas principais agências internacionais de notícias, o ciclone atingiu o solo e, consequentemente, perdeu força, transformando-se em uma tempestade.

As fortes chuvas, no entanto, continuam caindo intensamente no país, causando inundações, alagamentos e deslizamentos de terra em várias regiões.

Crianças são vistas próximas a um imóvel danificado após a passagem do Ciclone Kenneth, em Pemba, em Moçambique, nesta sexta-feira (26) — Foto: SolidarMed via Reuters

Na cidade de Pemba, na Província de Cabo Delgado, um imenso coqueiro caiu sobre uma pessoa, matando-a. O corpo foi resgatado e levado para o necrotério de um hospital.

Moçambique ainda está se recuperando do Ciclone Idai, que devastou o país em março deste ano. Vários países se solidarizaram com o povo moçambicano e enviaram medicamentos, alimentos não perecíveis e roupas.

A Agência Meteorológica da França informou que entre 600 e 800 mm de chuva são esperado para os próximos dias em Moçambique. As autoridades locais colocaram o país em estado de alerta máximo.

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades de Moçambique (INGC) informou que no Distrito de Palma, 36 famílias residem em áreas de risco, e que elas deverão ser retiradas de suas residências pelas equipes de resgate.

Ante de chegar a Moçambique, o Ciclone Kenneth passou pela Ilha de Comores, no Leste Africano. Os ventos atingiram os 140 km/h e causaram blecautes na parte Norte da Ilha Principal, Grande Comore.

A capital Moroni e a Ilha de Anjouan também sofreram blecautes. Na região, três pessoas morreram.

Neste momento, Moçambique entre uma epidemia de cólera. Até 10 de abril deste ano, foram registrados mais de 4 mil casos da doença, que é transmitida pela contaminação de água e alimentos por bactérias.

Com informações das Agências France Presse e Reuters

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Topo