Ciclone atinge Moçambique e Zimbábue e deixa mais de 150 mortos

O Aeroporto de Beira, em Moçambique, ficou seriamente danificado após a passagem do ciclone ‘Idai’ — Foto: Déborah Nguyen/WFP/AFP

Um devastador ciclone, denominado de ‘Idai’, atingiu neste fim de semana o Moçambique e Zimbábue, deixando para trás um rastro de destruição e mortes. Até o momento foram registradas a morte de 157 pessoas nos dois países.

De acordo com as primeiras informações, divulgadas agora a pouco pelas principais agências internacionais de notícias, o Ciclone ‘Idai’ atingiu primeiro a cidade portuária de Beira, em Moçambique, a segunda maior do país. O centro da cidade e seus arredores foram totalmente destruídos.

As autoridades locais estimam que 90% da cidade foram danificadas e/ou destruídas. Equipes de resgate, bombeiros, policiais, médicos e voluntários foram mobilizados e enviados para as áreas mais atingidas.

Cidade de Beira, em Moçambique, após a passagem do Ciclone ‘Idai’ — Foto: Déborah Nguyen/WFP/AFP

A prioridade das equipes é socorrer os feridos, que estão sendo levados a hospitais de outras cidades. Ainda não há informações sobre o estado de saúde das vítimas.

A Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV) divulgou um comunicado à imprensa informando que a cidade de Beira possui cerca de 530 mil habitantes, e que a maioria perdeu suas casas e seus pertences.

O alcance dos danos provocados pelo ciclone Idai é enorme e aterrorizante“, diz o comunicado da FICV.

O ciclone atingiu o Centro de Moçambique na madrugada de sexta-feira (15) e avançou rapidamente rumo ao Zimbábue e o Malawi, destruindo tudo a sua frente. Estradas, escolas, casas prédios, lojas, hospitais, e até mesmo uma represa, foram danificados e/ou destruídos.

Moradores e lojistas de Beira, no Moçambique, são vistos em meio à destruição provocada pela passagem do ciclone ‘Idai’, no domingo (17) — Foto: Adrien Barbier / AFP

Segundo informações dde um funcionário do Ministério da Informação do Zimbábue, Nick Mangwana, o número oficial de mortos no país é de 89 vítimas. Somente na cidade portuária de Beira, a Cruz Vermelha contabilizou 55 mortes.

As autoridades do Zimbábue e de Moçambique estimam que o número de vítimas (mortos e feridos) pode aumentar nas próximas horas, já que a previsão é de mais chuva forte nos dois países.

As equipes de emergência permanecem mobilizadas nos dois países e a Cruz Vermelha Internacional está dando apoio as equipes médicas e de resgate.

Várias cidades dos dois países permanecem isoladas. Há relatos de que o fornecimento de energia elétrica foi suspenso em várias regiões. Também houve a suspensão nos serviços de telefonia móvel e fixo.

As autoridades da cidade de Harare, no Zimbábue, decretaram estado de calamidade em várias áreas, que foram afetadas pela tempestade, a pior a atingir o país desde que o ciclone Eline devastou as Regiões Leste e Sul do país em 2000.

Com informações das Agências France Presse e Reuters

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