Reunião discute novo organograma da Fertel e atualizações profissionais na radiodifusão

Diretor-presidente reúne coordenadores para apresentar ações que dinamizam e simplificam funcionamento da Educativa 104.7 FM, TVE Cultura e Portal da Educativa

Reunião entre coordenadores da Fertel (Fundação Luiz Chagas de Rádio e TV Educativa de Mato Grosso do Sul) na manhã desta sexta-feira (22) serviu para a apresentação do novo cronograma interno de trabalho da instituição, que abriga a TVE Cultura, Educativa 104.7 FM e o Portal da Educativa, bem como para intensificar debates acerca das mudanças nacionais implementadas nas profissões ligadas à radiodifusão, que resultarão no reenquadramento de trabalhadores do setor.

Detalhado pelo diretor-presidente da Fertel, jornalista Bosco Martins, o novo organograma visa a otimizar a produção dos veículos de comunicações que integram a fundação por meio da informatização e da integração entre os produtos da TV, rádio e internet.

Reunião de coordenadores da Fertel – Foto: Humberto Marques

“O avanço das tecnologias teve muitos impactos na comunicação, aproximando ainda mais os meios de se transmitir informação. E é meta da Fertel, dentro da filosofia de trabalho do governador Reinaldo Azambuja, sempre reiterada pelo secretário de Governo Eduardo Riedel, maximizar seu potencial de produzir conteúdo e transmitir informação e cultura. Assim, vamos trabalhar para intensificar nossa produção ao mesmo tempo em que gestaremos atrações multimeios”, afirmou.

Experiências nesse sentido já ocorrem entre a Educativa 104.7 FM e o Portal da Educativa, por meio de lives das atrações ao microfone. Agora, a rádio e a TVE Cultura devem ser palcos de uma segunda etapa desse projeto, focado no jornalismo.

Os coordenadores também foram inteirados sobre alterações que, em 2018, atingiram as carreiras de radiodifusão. Assinado pelo ex-presidente Michel Temer em abril do ano passado, o decreto 9.329/2018 vem sendo gradativamente seguido por empresas de comunicação e traz, entre diversas inovações, a simplificação das carreiras da radiodifusão, que de 94 passam a ser 25.

“Trata-se de uma mudança que começou a ser seguida automaticamente pelas empresas privadas, mas que também deve ser aplicada no poder público para registro no sistema do Ministério do Trabalho”, destacou Bosco. Só na Produção, onde havia 58 funções, a simplificação as reduziu para 14. Na Técnica, de 35 funções, agora são 10 –enquanto na Administração foi extinta a função de Rádio e TV Fiscal, substituída pelo Controlador de Operações.

Um exemplo das modificações está nas funções de Locutor (que, de anunciador, apresentador-animador, comentarista esportivo, narrador, noticiarista de rádio, noticiarista de TV e entrevistador, agora foi agrupada na de Locutor Comunicador). As mudanças visam a alterar também englobamentos de profissionais que não estão na atividade-fim das empresas de comunicação, como eletricistas, cabeleireiros ou mecânicos.

Outras profissões serão extintas, sendo englobadas naquelas que as sucedem por conta dos avanços das tecnologias de informação. “Funções como as dos operadores de Áudio, Microfone, Rádio, Gravações, Telecine, Cabo e Editor de TV, por exemplo, acabaram englobadas nas de Tratamento de Registros Sonoros ou Visuais”, disse Bosco. “Ao mesmo tempo, surgiram funções como Editor e Operador de Mídia Audiovisual e Técnico de sistemas Audiovisuais, enquanto posições como Almoxarife Técnico, Arquivista e Montador de Filme deixaram de existir”.

“Essa atualização ocupacional reduziu em 73% o número de funções na radiodifusão, tornado mais ágil a contratação e enquadramento profissional e as alinhando com as novas tecnologias à disposição. Além disso, é uma alteração obrigatória, pois se torna necessária para o registro profissional no Ministério do Trabalho, a qual já está sob avaliação de nosso departamento jurídico para adoção das devidas providências”, pontuou Bosco.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Topo