Atentados a bomba deixam mortos e feridos no Paquistão

Uma série de atentados a bomba ocorridos nesta sexta-feira (23/11) em várias regiões do Paquistão causou a morte de pelo menos 27 pessoas, e deixou dezenas de feridos. Os autores dos ataques se suicidaram e/ou foram mortos pelas Forças de Segurança.

De acordo com informações das principais agências internacionais de notícias, o primeiro ataque aconteceu na cidade de Karachi, Centro Econômico do país, quando três suspeitos armados tentaram invadir o consulado chinês. Os seguranças da representação diplomática reagiram e houve intensa troca de tiros.

Após ataque contra consulado chinês em Karachi, no Paquistão, policiais revistam pessoas e vistoriam bolsas e mochilas em busca de explosivos. – Foto: Akhtar Soomro/ Reuters

Equipes de emergência e membros das Forças de Segurança foram mobilizadas e rapidamente chegaram ao local, que foi isolado e cercado. O Consulado da China foi fechado e todos os ocupantes tiveram que se deitar no chão para evitar o tiroteio.

Os três suspeitos foram alvejados e mortos e seus corpos foram regatados e levados para o necrotério de um hospital, onde serão analisados e identificados.

Neste momento chega à redação do Campo Grande Notícias, a informação de que sete pessoas morreram em Karachi, sendo dois policiais, dois civis e três suspeitos. O número de feridos ainda é incerto, mas as autoridades de saúde estimam em 12 o número de vítimas.

Até o momento não há informações sobre a autoria do ataque, já que nenhum grupo assumiu a responsabilidade.

As autoridades paquistanesas informaram que o ataque aconteceu por volta das 09h35min (horário local), quando os agressores começaram a atirar e a lançar granadas em direção ao consulado chinês.

Soldados paquistaneses se reúnem em Karachi, no Paquistão, nesta sexta-feira (23/11) – Foto: Akhtar Soomro/ Reuters

Os seguranças da representação diplomática imediatamente aconselharam a todos os funcionários a permanecem dentro do prédio e, preferencialmente, deitados no chão, para evitar que fossem atingidos pelos disparos de arma de fogo.

As Forças de Segurança rapidamente chegaram ao local e revidaram, impedindo que o consulado fosse invadido. Três suspeitos foram baleados, tendo dois deles sido mortos durante a ação. Um terceiro foi baleado e ficou gravemente ferido, mas ele foi socorrido e encaminhado a um hospital, onde morreu.

O Exército de Libertação do Baluchistão, província no Sudoeste do Paquistão, reivindicou a autoria do ataque. O grupo insurgente se opõe a projetos chineses na região.

O Primeiro-Ministro do Paquistão, Shah Mahmood Qureshi, e o Ministério das Relações Exterioes da China, informaram que todos os funcionários do consulado estão em segurança e que nenhum ficou ferido no ataque.

A China, o Paquistão e a Comunidade Internacional condenaram o atentado. A Organização das Nações Unidas (ONU) se mostrou preocupada com o ataque, tendo o secretário-geral da entidade, Antônio Guterres, afirmado que as representações diplomáticas em todo o mundo precisam ser respeitadas.

Atentado em mercado

Cerca de 2 horas depois deste atentado, um outro ataque causou a morte de pelo menos 20 pessoas e deixou outras 50 feridas em uma área de tribos paquistanesas. Um suspeito entrou em um mercado e colocou uma bomba em uma caixa de verduras, a qual foi detonada logo depois.

Houve pânico e muitas pessoas correram em direção as portas, tendo algumas sido pisoteadas. Há relatos, ainda não oficialmente confirmados, de que entre os mortos estão mulheres e crianças.

Equipes de emergência, bombeiros, médicos, policiais e membros das Forças de Segurança foram mobilizadas e rapidamente chegaram ao local, que foi isolado.

As zonas tribais no Paquistão foram uma área dominada por insurgentes do Talibã e da Al-Qaeda. O governo dos Estados Unidos (EUA) acusa o Paquistão de permitir que terroristas permaneçam em seu território.

Com informações das Agências France Presse e Reuters

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