A queda é uma das principais causas de Traumatismo Cranioencefálico em crianças com menos de 5 anos

A incidência de neurotraumas na infância é significativa. Segundo a neurocirurgiã da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), Dra Aline Saré de Melo, que é especialista em neurocirurgia pediátrica, quase todas as crianças apresentam algum neurotrauma até os quatro anos de idade. Felizmente, a maioria sendo traumas simples e de baixa gravidade.

Esse tipo de condição médica exige até mesmo um tratamento diferenciado, pois pode não haver sintomas, o que exige um atendimento específico nesta faixa etária quando comparado a traumas em adultos.

“Boa parte dos casos ocorrem dentro do próprio domicílio, são traumas domésticos. Quedas simples, do colo da mãe, por exemplo, decorrente de escadas, acidentes com móveis. Os momentos de lazer também apresentam incidência considerável do problema (skate, bicicleta, patins)”, explica a médica.

De acordo com um estudo realizado pela Faculdade de Ciências Gerenciais de Manhuaçu (FACIG), objetos perfuro-cortantes, como tesouras, facas e outros objetos pontiagudos, são comuns em traumas perigosos na infância, justamente no ambiente domiciliar, onde a disposição é maior.

Segundo a especialista, a prevenção desse tipo de problema, portanto, começa em casa, no uso de objetos de proteção e também na utilização de capacetes. A pesquisa da FACIG aponta, inclusive, que a queda é uma das principais causas de Traumatismo Cranioencefálico Pediátrico (TCE) em crianças com menos de 5 anos.

“É muito importante a conscientização dos perigos domésticos. Existem, inclusive, empresas especializadas em consultoria de segurança domiciliar para crianças. Elas realizam a distribuição dos móveis de maneira a prevenir acidentes, dão orientações sobre equipamentos e dicas para prevenção de quedas e acidentes com fogo”, completa a neurocirurgiã.

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