Bombardeios matam 6 civis na fronteira entre Paquistão e Índia

Região de fronteira entre Índia e Paquistão – Foto: Reuters

Bombardeios ocorridos na manhã desta sexta-feira (22/09) na fronteira entre Índia e Paquistão causaram a morte de pelo menos seis civis e deixaram outros 30 feridos, segundo informações das autoridades locais.

De acordo com informações das principais agências internacionais, a região é disputada pelos dois países, que possuem armas nucleares. Uma trégua estabelecida entre Índia e Paquistão e mediada pela Organização das Nações Unidas (ONU), mantém uma certa tranquilidade na região.

Ainda não se sabe de onde partiram os ataques, tendo os disparos ocorrido ao longo da fronteira, próximo a província paquistanesa de Punjab e da região indiana de Jammu, na Caxemira.

Autoridades locais disseram o número maior de vítimas fatais ocorreu no Paquistão. As autoridades paquistanesas disseram que de seu lado morreram seis civis e que outros 26 ficaram feridos.

O porta-voz do Exército Paquistanês disse em entrevista a uma rádio local que “Soldados do Paquistão responderam adequadamente em postos voltados para a população civil”.

Já as autoridades policiais da Índia disseram que o cessar-fogo mediado pela ONU foi violado por forças paquistanesas, e que os ataques feriram quatro civis em território indiano.

Ambos os países reivindicam para si o Território da Caxemira, e já entraram em guerra por pelo menos três vezes. Paquistão e Índia conseguiram a independência do domínio Britânico em 1947.

Autoridades da Índia e do Paquistão costumam trocar acusações de violação de cessar-fogo e de provocações na linha fronteiriça.

Em maio deste ano a Índia acusou o Paquistão de matarem dois soldados na Linha de Controle na fronteira entre os dois países. Os corpos dos militares estavam mutilados.

As autoridades paquistanesas informaram na época não ter conhecimento dos ataques.

Já em julho de 2017, quatro soldados paquistaneses foram mortos durante um bombardeio na região de fronteira. Autoridades indiana negaram veementemente o ataque.

Com informações das Agências Reuters e France Presse

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