Mais de 28 mil iraquianos fogem de Mossul por causa dos intensos combates

Famílias iraquianas abandonaram nesta quarta-feira (1º) suas casas em Mossul, no Norte do Iraque, em decorrência dos intensos confrontos na região – Foto: Alaa Al-Marjani/Reuters

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou nesta quinta-feira (02/03) a informação de que mais de 28 mil iraquianos fugiram de Mossul, no Norte do Iraque, em decorrência dos intensos combates entre tropas do Exército e integrantes do Estado Islâmico (EI).

Mossul é o último reduto do Estado Islâmico no Iraque e a expulsão dos terroristas é uma questão de tempo, já que a cidade está cercada. A operação está sendo realizada pelo Exército Iraquiano com o apoio dos Estados Unidos (EUA).

Já são 10 dias de ofensiva em Mossul e moradores já sentem a falta de água potável, comida e medicamentos. Por causa dos intensos combates comboios com ajuda humanitária não podem se aproximar da região.

Alguns caminhões que conseguiram passar foram saqueados por integrantes do Estado Islâmico antes mesmo de alcançar as áreas onde estão refugiados os civis.

Uma jovem de 20 anos, identificada como sendo Widaa, disse que conseguiu fugir de Mossul, mas que seus familiares permanecem na cidade sitiada.

Temos muita fome, não comemos praticamente nada em quatro dias“, afirmou Widaa.

A jovem Widaa faz parte dos 28.400 moradores do Oeste de Mossul que conseguiram sair da cidade sitiada. O início dos combates e da tentativa de retomada da região por militares iraquianos começou em 19 de fevereiro, tendo os confrontos se intensificado nos últimos dias.

Essas pessoas que conseguira deixar Mossul faz parte dos quase 750 mil habitantes que ainda se encontram na cidade. A retirada de todos os civis é prioridade, mas a saída deles é complicada e difícil devido aos confrontos.

No dia 24 de janeiro deste ano, o Exército Iraquiano anunciou a conquista da parte Leste da cidade, dividida pelo Rio Tigre. A nova etapa da batalha é conquistar a parte Oeste, que ainda se encontra em poder do Estado Islâmico.

Um militara iraquiano, que preferiu não se identificar, disse em entrevista à uma agência de notícias internacional, que segundo as estimativas ainda restam 2 mil extremistas do Estado Islâmico no Oeste de Mossul, e que eles estão utilizando táticas de guerrilha urbana, que incluem bombas caseiras, atentados suicidas e escudos humanos formado por civis inocentes.

Com informações das Agências France Presse e Reuters

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