Marcas tradicionais que fazem sucesso com fórmulas e embalagens originais

Foto: Álvaro Barbosa

Em um mercado extremamente competitivo, marcas tradicionais e clássicas costumam desaparecer ou ser adquiridas por outras mais recentes. No entanto, algumas estão conseguindo se renovar/reiventar e se manter atuante, conseguindo atrair um público cada vez mais jovem.

Nos dias atuais, adaptar-se aos novos gostos dos consumidores é complicado, mas não impossível, e algumas dessas marcas/empresas, como o Leite de Rosas, o Leite de Colônia, a Granado, a Phebo, a Nívea, o Laticínios Aviação, o Sal Cisne, o Óleo Doméstico Singer e a Queijos Catupiry, conseguiram esse feito e se mantém no mercado obtendo lucro e, sobretudo, novos consumidores.

Essas empresas conseguiram se renovar e mantém a tradição de suas fórmulas/receitas, preservando não só a confiança dos consumidores mais antigos, como trazendo novos clientes.

A lista de estratégias é vasta, mas entre as principais medidas estão a de continuar produzindo os produtos mais tradicionais, mantendo as fórmulas e embalagens originais, mas inovando em novas fórmulas e embalagens, atraindo o público mais jovem, que adora novidades.

Conheça as marcas tradicionais que continuam fazendo sucesso:

Leite de Colônia

A loção foi criada em 1948. Em 2013, a marca passou por uma repaginação que envolveu embalagens e produtos. Hoje, o portfólio é formado por tônicos e espumas de limpeza facial, lencinhos umedecidos e a loção original, em quatro fragrâncias diferentes. O produto campeão de vendas ainda é a loção mais tradicional, de embalagem rosa. Loção de Limpeza Leite de Colônia.

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Leite de Rosas

Em 1929, Francisco Olympio de Oliveira mudou-se do Amazonas para o Rio de Janeiro. Foi lá que ele criou a loção. Ao longo de décadas, novos produtos foram desenvolvidos. Hoje, a marca já conta com desodorantes, sabonetes, hidratantes e talco. Os produtos se dividem nas linhas tradicional, à base de rosas brancas; refrescante, com chá verde; intenso, com óleo de argan. Leite de Rosas.

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Granado

Em 1870, quando foi fundada pelo português José Antônio Coxito Granado, a Granado era uma farmácia que manipulava produtos vegetais, em Teresópolis (RJ). O famoso Polvilho Antisséptico foi criado em 1903 pelo irmão de Coxito, João Bernardo. A fórmula é a mesma até hoje. A farmácia original hoje é uma loja que abriga a linha de cosméticos da marca. Polvilho Antisséptico Tradicional Granado.

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Phebo

A marca, que hoje pertence à família Granado, foi criada em 1930, em Belém do Pará, pelos primos portugueses Antonio e Mario Santiago. Seu produto mais icônico até hoje é o sabonete de glicerina Odor de Rosas, que mistura notas de sândalo, cravo e canela. Hoje, além dos sabonetes, a Phebo também tem uma linha extensa de fragrâncias e maquiagens. Sabonete Barra Odor de Rosas Phebo.

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Laticínios Aviação

A empresa teve sua origem em 1920 atuando no comércio de secos e molhados por atacado sediado na cidade de São Paulo e também na indústria de laticínios em especial na fabricação de manteiga em lata na cidade de Passos, interior de Minas Gerais.

O nome Aviação foi escolhido em homenagem as primeiras empresas de navegação aérea que se instalavam no Brasil na época da fundação da empresa.

Esta história inicia-se com o Sr. Antonio Gonçalves e seu cunhado Oscar Salles e ainda o Sr. Augusto Salles pai de Luisa, esposa de Antonio Gonçalves. Com a morte de Antonio Gonçalves em 10 de dezembro de 1964, passa então a administração da empresa para seu genro, Sr. Geraldo Alvarenga Resende.

Nesta época a empresa contava com vários postos de recebimento de leite em Minas e São Paulo, uma fábrica de manteiga em Bebedouro/SP, e uma fábrica de queijos em Conceição das Alagoas/MG.

A manteiga da latinha, conhecida por sua tradicional embalagem de cor alaranjada passou apenas por pequenas alterações desde a época de sua fundação, uma delas foi o avião estampado na lata, que no início era um biplano monomotor, mas por volta dos anos 40 o avião passou a ser um trimotor que continua sendo o símbolo da manteiga, embalagem que sofreu uma modernização em 2012.

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A partir de 1975 a empresa, passou a concentrar-se exclusivamente na fabricação de produtos originados do leite, destacando a manteiga. Foi nesse ano que a empresa lançou no mercado uma nova linha de queijos e posteriormente o doce de leite e requeijão.

O grande salto de produção e na qualidade da Gonçalves Salles foi em 1995 com a aquisição de um moderno equipamento para fabricação e envase de manteiga. De um processo quase que artesanal a empresa passou a ter o todo o processo de manteiga automatizado e com características de não perder a qualidade e sabor do produto.

Hoje com 250 funcionários, a empresa encontra-se sediada em São Sebastião do Paraíso, Minas Gerais, região estratégica e que concentra uma das maiores bacias leiteiras do país e à facilidade de acesso aos pontos de distribuição.

Qualidade, tradição, amor e dedicação, são fatores que tem possibilitado a perpetuação da empresa nesta longa caminhada de sucesso durante estes mais de 90 anos.

Catupiry

Foi há mais de 100 anos, em Minas Gerais, que os imigrantes italianos Mário e Isaíra Silvestrini produziram o primeiro requeijão cremoso do Brasil. De uma receita de família, o casal fez nascer a Laticínios Catupiry®, um sonho que virou realidade em novembro de 1911 na estância hidromineral de Lambari.

Era nessa pequena fábrica mineira que Mário e Isaíra Silvestrini produziam o requeijão quase artesanalmente. Depois de pronto, cada requeijão era envolvido em papel celofane e cuidadosamente colocado um a um em pequenas caixas de madeira. O que eles não imaginavam é que o requeijão de consistência cremosa, porém firme, e as caixas redondas de madeira produzidas à mão, viriam a se tornar verdadeiros ícones.

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Sal Cisne

Em 1949, instalou-se nas Salinas de Cabo Frio, no litoral do Rio de Janeiro, a Refinaria Nacional de Sal S.A.

Graças as suas características naturais como: relevo plano, sol praticamente o ano todo – ventos constantes, baixo índice de pluviosidade e a presença da lagoa de Araruama que, além de salgada, contempla um índice de salinidade maior que o do mar – esta região é conhecida como uma das áreas mais propícias para a produção de sal no Brasil.

Com o objetivo de produzir sal refinado a partir da salmoura proveniente das Salinas Ponta do Costa, a Refinaria adquiriu equipamentos de evaporação forçada a vácuo, cuja instalação representou uma inovação no processo de fabricação de sal local.

Foi assim que, em 1951, iniciou-se a produção do sal Cisne, numa instalação comprada na Alemanha, com capacidade de produzir 50 toneladas de sal refinado a vácuo por dia. O sal que estava destinado a se tornar líder do mercado brasileiro já trazia algumas novidades para os consumidores, como sua embalagem em saquinhos plásticos de um quilo.

A partir deste momento, a produção não parou de crescer e a Refinaria manteve a política de sempre reinvestir os resultados obtidos. Em 1968, adquiriu a Salinas Viveiros, já que a produção de Ponta do Costa tornou-se insuficiente para atender o aumento na demanda de seus produtos. Entre 1972 e 1978, construiu cerca de 90 mil m2 de tanques em concreto para o armazenamento de 350.000 m3 salmoura. Em 1974, começa a operar o primeiro de quatro novos evaporadores da Usina II, permitindo novo aumento de produção. Seis anos depois, em 1987, foi construída a Usina III, para a fabricação do sal Clipper – sal refinado por moagem hidromecânica, uma nova opção para o mercado consumidor.

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Em 1997, foi construída uma unidade para produção de sal com teor reduzido de sódio, o Cisne Light.

Em 2003 foi inaugurada uma nova planta, com ambiente controlado, para produção de Cisne Líquido, sachês e saleiros Ovo e Cozinha.

Em 2004 entrou em operação um novo secador automático com leito fluidizado, para maior controle de secagem do produto final e economia de energia. Esse equipamento, cuja operação é controlada eletronicamente, foi o primeiro do tipo a ser instalado em uma indústria salineira do Brasil. No mesmo ano, foi construído um novo laboratório de análises físico-químicas que permitiu incorporação de novas análises, inclusive microbiológicas, garantindo maior precisão nos resultados das mesmas.

Em 2005 foi desenvolvido um novo processo para fabricação de sal com altíssimo grau e pureza, sem restrição de quantidade, que é destinado à fabricação de soluções para hemodiálise.

Em 2006 houve a modernização do restaurante industrial responsável pelo preparo das refeições para todos os funcionários, hoje preparadas e servidas por profissionais da própria Refinaria em ambiente climatizado e agradável.

Entre 2008 e 2009 foi incorporado em novo sistema de empacotamento com maior produtividade e melhores condições ambientais de envase.

Hoje a Refinaria conta com um quadro de aproximadamente 600 funcionários e uma capacidade produtiva de 20.000 toneladas/mês. No Brasil, é a única empresa do ramo capaz de produzir um tipo de sal para cada fim.

Para produzir sal com alto teor de pureza, a Refinaria emprega a mais avançada tecnologia e segue os mais rígidos procedimentos de qualidade através de dois processos distintos: a evaporação térmica sob vácuo, ou a moagem hidromecânica com lavagem de sal grosso.

Óleo Singer

Issac Singer obteve em 1851 a patente da primeira máquina de costura realmente prática. Foram necessários 11 dias para que o empresário tivesse a certeza de ter criado uma máquina que iria revolucionar o processo de confecção de roupas.

O Óleo lubrificante Singer é um composto finíssimo de óleos selecionados, que garante maior ação penetrante, lubrificação e conservação mais duradouras. Seu uso frequente evita desgastes em todos os aparelhos domésticos, bicicletas, máquinas de costura, ciclomotores, automóveis, trincos, dobradiças, engrenagens, entre outros.

Por sua alta qualidade e tradição, é o mais consumido óleo lubrificante para usos diversos. Foi criado para ajudar na manutenção das máquinas de costura Singer.

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