Explosão em mina de carvão deixa 30 mortos no Norte da China

Bombeiros e socorristas iniciam os trabalhos de busca e salvamento na mina de carvão no Norte da China – Foto: Lian Zhen/Xinhua via AP

Bombeiros e socorristas iniciam os trabalhos de busca e salvamento na mina de carvão no Norte da China – Foto: Lian Zhen/Xinhua via AP

Uma forte explosão atingiu na manhã deste domingo (04/12), por volta das 07h45min (horário de Brasília), uma mina de carvão localizada no Norte da China. Até o momento as autoridades locais registraram a morte de pelo menos 30 pessoas. Dos 181 trabalhadores presos na mina, 149 já foram resgatados.

De acordo com informações das principais agências internacionais de notícias, a explosão, ainda de causas desconhecidas, ocorreu em uma mina que fica localizada na Região da Mongólia. Bombeiros, policiais e equipes de resgate já estão no local.

Os meios de comunicação da China informaram que este é o segundo grande acidente ocorrido em uma mina de carvão na última semana no país.

Autoridades ocidentais afirmam que a China tem um histórico problema de segurança na indústria, principalmente em minas de carvão, e que acidentes tem ocorridos quase que diariamente no país.

Informações preliminares, ainda não oficialmente confirmadas, revelam que os dois acidentes ocorridos esta semana aconteceram depois que o governo autorizou as mineradoras a retomarem as respectivas produções para tentar controlar os preços do carvão, para satisfazer a demanda do inverno rigoroso no hemisfério norte.

No primeiro desastre, ocorrido na sexta-feira (02/12) em uma mina de carvão localizada na Província de Heilongjiang, 21 pessoas morreram. No dia 31 de outubro deste ano, 33 pessoas morreram em decorrência de uma explosão em uma mina de gás na cidade de Chongqing.

Atualmente, o carvão é um dos produtos mais importantes da China, responsável por 2/3 do consumo de energia do país. As minas de carvão estão entre as mais perigosas do mundo, e o país é acusado de não cumprir as normas de segurança e nem exigir que as empresas as cumpram.

Com informações das Agências Reuters e France Presse

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