Alegria do circo lota a “largada” do Circuito-Sul-Mato-Grossense de Teatro

Fotos: Edemir Rodrigues

Fotos: Edemir Rodrigues

Campo Grande (MS) – Uma faixa estendida na frente do Centro de Convenções do município de Anastácio chamou a atenção de Márcia Borges. Moradora da vizinha Aquidauana, ela queria acompanhar um evento marcado para a manhã desta quarta-feira (17 de agosto) que para ela é raro: a encenação de um espetáculo cênico. Criado pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, o Circuito Sul-Mato-Grossense de Teatro – projeto que visa justamente levar peças a cidades do interior – começou hoje sua maratona de apresentações. Todas gratuitas, como a que encantou a voluntária de projetos sociais.

Com capacidade para 250 ocupantes, o Centro de Convenções de Anastácio recebeu 340 pessoas. A maioria, claro, de crianças das seis escolas estaduais, duas municipais e duas rurais que existem na cidade. E elas riram, se assustaram e aplaudiram os palhaços, os números de malabarismo, as paradas de mão, acrobacias. Tudo realizado por uma grande trupe de três pessoas que forma o grupo Circo Le Chapeau, responsável por levar ao palco o espetáculo “Tradicional Pocket Show”.

Fotos: Edemir Rodrigues

Fotos: Edemir Rodrigues

Bolado para ser apresentado na rua, no palco o espetáculo ganha ainda mais interação com o público. “As crianças se comunicam o tempo todo com a gente. Nosso circo foi pensado para os espaços abertos, mas neste teatro, e com este público, o contato é mais intenso. Mas é sempre o mesmo espetáculo, afinal as atrações circenses são para todas as idades”, explica Pepa Quadrini, um dos integrantes do grupo.

O policial civil Carlos Nei levou a filha de dois anos para assistir à apresentação. “Curtimos muito juntos. Ela adora. Estou de férias e “calhou” com a data da apresentação. Sou de Anastácio e gostaria muito que ocorressem mais encenações assim. E ela também”.

O Circo Le Chapeu nasceu da vontade de se levar um circo em sua essência para as ruas. O nome é uma alusão ao chapéu, que é passado entre a plateia logo após as apresentações. “O público retribui com dinheiro de acordo com suas posses e sua satisfação. Entregamos e depois recebemos”, brinca Júnior de Oliveira.

Fotos: Edemir Rodrigues

Fotos: Edemir Rodrigues

A terceira integrante do grupo é a paranaense Nicole Rodrigues, que está de malas prontas para a Bélgica, onde irá estudar em uma renomada universidade de artes. Foi na Escola Nacional de Circo que ela conheceu Júnior, que começou sua jornada nas artes cênicas com Pepa. São como uma família, que continuará em contato apesar da distância. Mas o espetáculo, claro, continua.

No período da tarde, em um bate papo com professores, os artistas ministraram a oficina “Circo invadindo novos espaços”, que abordou assuntos como a formação técnica, artistas de rua, circo social, a transformação da arte e um pouco sobre a história do circo, que segundo eles não se resume somente ao que acontece dentro da lona: aqueles que trabalham nas ruas e nos teatros são também circenses. Além do contexto teórico, apresentaram dicas de conteúdo em sala de aula e fizeram demonstração de alguns números e práticas de treino.

Tanto a apresentação como a oficina aconteceram com o apoio da Prefeitura Municipal de Anastácio, por meio da Secretaria de Educação. Além de Anastácio, outros três municípios receberão o “Tradicional Pocket Show” nos próximos dias: Rochedo, que contará com uma apresentação dia 18 de agosto (quinta), às 9 horas, no Ginásio Municipal; Caracol, no dia 18 (sexta), às 19 horas, no Salão Paroquial e Jardim, que contará com uma encenação no sábado (20 de agosto), às 17 horas, na Praça Evandro Bazzo.

Serviço – A entrada para todos os espetáculos é franca. Outras informações no Núcleo de Teatro da Fundação de Cultura, que fica no Memorial da Cultura e da Cidadania, na Avenida Fernando Correa da Costa, 559, quarto andar, no Centro, ou pelos telefones (67) 3316-9172 ou 3316-9173.

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