Marcado pela valorização da memória, Américo Calheiros é novo membro do Instituto Histórico e Geográfico do Estado

Américo Calheiros – Foto: Márcio Breda

Américo Calheiros – Foto: Márcio Breda

Professor, escritor, teatrólogo. O currículo de Américo Calheiros, ex-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, inclui agora uma nova e brilhante nota: a de membro associado do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, ocupando a cadeira de número 20, cujo patrono é o Visconde de Taunay. A posse ocorreu na noite de sexta-feira (6 de novembro), na sede da Famasul, em Campo Grande.

Reconhecido como grande incentivador da cultura e do resgate histórico ao apoiar publicações e pesquisas durante toda a sua carreira, Américo Calheiros foi homenageado pelos membros do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul na solenidade. “Transitou da sala de aula para os palcos e em seguida para a gestão pública da cultura e das artes. Dedicou-se a valorização da memória e da identidade sul-mato-grossense. Américo, sinta-se em casa nesta casa que sempre foi sua”, discursou o vice-presidente do IHGMS, Paulo Eduardo Cabral.

A posse como membro associado do Instituto Histórico e Geográfico do Estado, entidade com credibilidade reconhecida nacionalmente é, para o escritor, uma honra que marca sobremaneira sua carreira. “Com muita alegria recebo a oportunidade de fazer parte de um Instituto mantido pelo empenho de estudiosos que voluntariamente mantém viva esta força, que é a nossa história. interpretá-la é gerar metas de futuro. Sinto-me honrado em fazer parte desta Casa, um grande ponto de convergência da pluralidade cultural do Estado.

Américo Calheiros – Foto: Edemir Rodrigues

Américo Calheiros – Foto: Edemir Rodrigues

Em seu discurso, Calheiros também reconheceu o papel do patrono de sua cadeira: “Viconde de Taunay, responsável pelo primeiro romance brasileiro de características regionais (Inocência) e autor da Retirada da Laguna, é e sempre será fonte de inspiração para nossa jornada”.

Também tomaram posse Luiz Eduardo Silva Parreira, Dante Teixeira de Godoy Filho, Maria Tereza Garritano Dourado, João Francisco Ferreira e João Pereira da Rosa. “Precisamos de pessoas capazes, como as que hoje tomam posse. Pessoas que possam vestir de palavras as coisas da vida e a vida que vivemos”, avaliou o presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, Hildebrando Campestrini.

Dedicação – Formado em Letras, com especialização em Língua Portuguesa, Américo Calheiros cursou a Escola de Teatro Martins Pena, no Rio de Janeiro, buscando aprimoramento no teatro vinculado à educação. Criou o Grupo de Teatro Amador Campo-Grandense (Gutac), escreveu e produziu mais de 80 espetáculos teatrais introduzindo essa arte em escolas e comunidades e incentivando um grande número de artistas.

Com vasta experiência na docência, nas artes e na gestão cultural, foi presidente da Fundação de Cultura e Esporte de Campo Grande de 1998 a 2004, presidente da Fundação de Cultura de Campo Grande (Fundac) de 2005 a 2006 e diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (2007 a 2014) e da Fundação Estadual Jornalista Luiz Chagas de Rádio e TV Educativa (2007 a 2010).

A Cesta Básica da Cultura, projeto idealizado logo que Américo Calheiros ingressou na Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, no ano de 2000, consiste na entrega anual de publicações de autores regionais. Os livros são doados por escritores, editores, entidades educacionais, pela União e também Governo do Estado. Já foram distribuídos nos últimos anos mais de 32 mil títulos, beneficiando 520 entidades. O projeto ainda hoje é base para a promoção e o acesso a cultura da população de modo geral.

O novo membro do IHGMS também criou ao longo dos últimos 17 anos mais de 200 projetos culturais que abrangem tanto Campo Grande como municípios de todas as regiões de Mato Grosso do Sul; Alguns deles em funcionamento ainda atualmente.

Calheiros também é autor dos seguintes livros: “Sem Versos”, “Memória de Jornal”, “Poesia pra que te Quero”, “Na Virada da Esquina”, “A Nuvem que Choveu”, “Campo Grande, Aquarela de Luz”, é co-autor da “Antologia do Teatro de Mato Grosso do Sul” e de “Da Cor da sua Pele”.

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