Pesquisador da Fundação MS fala sobre manejo de pragas durante simpósio

José Fernando Grigolli, pesquisador de fitossanidade da Fundação MS – Foto: Divulgação

José Fernando Grigolli, pesquisador de fitossanidade da Fundação MS – Foto: Divulgação

Na última quinta-feira (24), o pesquisador de fitossanidade da Fundação MS, José Fernando Grigolli, participou de uma mesa redonda sobre o manejo integrado de pragas na soja, durante o I Simpósio sobre Defesa Fitossanitária em Mato Grosso do Sul, realizado no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, em Campo Grande. O objetivo foi debater a situação atual e perspectivas para os próximos anos, fomentando a discussão de ações integradas na área da defesa sanitária no Estado.

Ao lado do engenheiro agrônomo Gilberto Bernardi, e do entomologista da Embrapa Agropecuária Oeste, Crébio José Ávila, Grigolli falou sobre o que pode ser feito para melhorar o manejo de determinadas culturas, além de comentar sobre ferramentas de controle de pragas e técnicas adequadas para se usar dentro do cultivo, visando melhores resultados.

O pesquisador ressaltou a importância da realização de amostragens. “Quando é preciso tomar uma decisão sobre qual inseticida usar, é necessário o tipo e também o número de pragas na área, para conseguirmos posicionar uma variedade maior de inseticidas”, avalia. “Fazer o monitoramento, tomar decisão com base no índice populacional da praga é essencial para termos tanto uma longevidade da molécula quanto maior eficiência de aplicação, isso pode ajudar muito no manejo da cultura”.

Conforme Grigolli, as pragas sempre influenciam de alguma forma na produtividade da oleaginosa e, desta forma, é fundamental discutir com profissionais da área métodos eficazes de controle. Na última safra, foram identificados casos de falsa medideira na soja e, no milho, o problema maior foi com os percevejos. “Para a próxima safra, temos a entrada da soja intacta, que é resistente a algumas lagartas. Nossa previsão é que o manejo seja mais fácil em áreas onde forem cultivadas as intactas”, observa.

Para os sojicultores que optarem por não trabalhar com a intacta, a orientação é redobrar os cuidados sobre a área de cultivo, monitorando-as constantemente. “Nossa preocupação é a de que haja surtos pontuais, em algumas regiões, o que pode ocasionar perda de produção. Até mesmo para os produtores que plantam a intacta, é importante acompanhar a área, e observar ocorrências de lagartas, mesmo a planta sendo resistente a algum eventual ataque. Isso porque, caso haja necessidade de se fazer controle químico na área, será mais fácil suprimir as pragas”, salienta o pesquisador.

O simpósio discutiu, também, os impactos de pragas exógenas no Brasil, a visão da indústria, manejo integrado de pragas florestais, receituário agronômico, além do histórico e consequências da entrada de novas pragas no País

O evento foi promovido pela Secretaria de Estado de Produção e Agricultura Familiar (Sepaf), Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Agência Estadual de Defesa Sanitária e Animal e Vegetal (Iagro), com o apoio do Crea-MS – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia – entre outras instituições.

Fonte: Sato Comunicação

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