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Consumo de antidepressivos cresce 45% no Brasil em 3 anos, diz relatório da ANVISA

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Foto: Álvaro Barbosa/Arquivo
Foto: Álvaro Barbosa/Arquivo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou na última sexta-feira (20/01), um relatório no qual afirma que o consumo de antidepressivos no Brasil, entre os anos de 2007 e 2010, aumentou cerca de 45% em três anos, fato que preocupa a classe médica em todo o país.

 

De acordo com os dados do estudo da Anvisa, o volume de vendas desses tipos de medicamentos, apesar de serem rigorosamente controlados, cresceu significativamente de 29,46 mil caixas em 2007, para 10,59 milhões de caixas em 2010.

 

A Anvisa estima que em 2010 os brasileiros tenham gastado cerca de R$ 92 milhões na compra do medicamento Rivotril, de tarja preta, cuja venda é controlada, e somente pode ser comercializada com a prescrição de um médico, devendo a receita ficar retida na farmácia e/ou drogaria.

 

Responsável por fiscalizar a produção e a comercialização de medicamentos em todo o território nacional, a Anvisa divulgou o relatório no qual informa ainda que o consumo de antidepressivos por brasileiros tem crescido significativamente nos últimos anos, mais do que os medicamentos que não exigem a apresentação de receitas médicas.

 

De acordo com o relatório, realizado pelo Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados, desde 2007 os antidepressivos, feitos a partir de substâncias como o clonazepam, bromazepam e alprazolam, são os mais consumidos.

 

Esses medicamentos são indicados pelos médicos para tratar pacientes que sofrem de ansiedade, depressão e bipolaridade, sendo que todos são com tarja preta, ou seja, em tese somente poderiam ser vendidos com prescrição médica.

 

Um fato que chamou a atenção da Anvisa, e que será passível de investigações, é o aumento de prescrição fornecidas por dentistas e médicos veterinários, que não poderiam receitar tais medicamentos.

 

 

 

Com informações da Agência Brasil

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