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Bombardeio sírio mata 2 jornalistas estrangeiros e fere outros 5

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Jornalista norte-americana Marie Colvin (2 à esq.) e fotógrafo francês morreram em bombardeio em Homs, na Síria – Foto: Zohra Bensemra/Reuters
Jornalista norte-americana Marie Colvin (2 à esq.) e fotógrafo francês morreram em bombardeio em Homs, na Síria – Foto: Zohra Bensemra/Reuters

A aviação síria realizou na manhã desta quarta-feira (22/02) na cidade de Homs, o mais grave bombardeio já registrado até o momento, o qual resultou na morte de dois jornalistas estrangeiros, que estavam clandestinamente no país realizando a cobertura dos confrontos entre rebeldes e forças que ainda apóiam o presidente Bashar al-Assad.

 

De acordo com as primeiras informações, divulgadas pelas principais agências internacionais de notícias, os dois jornalistas estavam em um centro de imprensa que foi atingido pelas bombas lançadas pela aviação síria.

 

Segundo o porta-voz dos militantes sírios, Omar Shaker, que ‘lutam’ para derrubar Bashar al-Assad do poder, o centro de imprensa na cidade de Homs foi propositalmente atacado, já que não havia nenhum militante dentro do prédio.

 

“Dois jornalistas ocidentais morreram nos ataques de hoje no centro de imprensa que fica localizado no Bairro de baba Amr [em Homs]. Ao menos outros três jornalistas estrangeiros foram feridos”, disse revoltado Omar Shaker, em entrevista exclusiva concedida à Reuters via Skype.

 

A Agência Reuters divulgou agora a pouco que os dois jornalistas mortos na Síria são a norte-americana Marie Colvin, que trabalhava para o jornal britânico ‘Sunday Times’, e o repórter-fotográfico, de nacionalidade francesa, Remi Ochlik.

 

Ambos os profissionais eram considerados repórteres de guerra veteranos, tendo atuado no Oriente Médio e em outras regiões do mundo em conflito, como por exemplo, no continente africano.

 

Marie Colvin já havia perdido um olho quando foi ferida durante o conflito no Sri-Lanka, em 2001, e desde então ela usava um tapa-olho em aparições públicas.

 

Uma testemunha síria que pediu para não ser identificada, disse que a casa em que os jornalistas estavam foi alvo de várias bombas, mas que todos conseguiram sair a tempo, e que durante a fuga, tanques de guerra do Exército da Síria teriam disparado foguetes, impedido que ambos os repórteres fugissem.

 

Outras mortes na Síria

 

Em 11 de janeiro deste ano, o jornalista francês Gilles Jacquier morreu na cidade de Homs, durante os protestos de sírios contra o governo de Bashar al-Assad. Ele foi o primeiro profissional da imprensa morto na Síria.

 

Neste caso, ele havia sido convidado pelo Governo da Síria para fazer reportagens no país, e foi morto por tropas sírias.

 

Na ocasião, nenhuma testemunha soube e/ou quis se pronunciar sobre o caso, afirmando ou negando que a bomba que o matou teria sido lançada ou não pelo Exército Sírio.

 

Também nesta quarta-feira, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), divulgou um balanço oficial sobre o número de mortos na Síria desde o início dos confrontos.

 

Segundo o relatório, já morreram nos combates 7.600 pessoas, sendo a maioria de civis. Entre as vítimas estão 5.542 civis, 1.692 soldados, e 400 desertores do Exército da Síria.

 

 

Com informações da Reuters

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