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Incêndio atinge mercado popular em Honduras e fere pelo menos 11 pessoas

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Após quatro dias do incêndio de grandes proporções que atingiu e destruiu um presídio em Comayagua, província localizada na região Norte de Honduras, matando 358 detentos, segundo balanço oficial das autoridades locais, um novo incêndio volta a abalar o país.

 

Desta vez um incêndio de grandes proporções atingiu um mercado popular na noite deste sábado (18/02), o qual fica localizado na capital Tegucigalpa, ferindo pelo menos 11 pessoas e destruindo mais de 1.800 barracas.

 

De acordo com as primeiras informações, divulgadas pelas principais agências internacionais de notícias, a polícia e o Corpo de Bombeiros estão investigando as causas dos dois incêndios, mas por enquanto, a suspeita é a de que as causas do incêndio no mercado popular é um curto-circuito na parte elétrica de um dos blocos da edificação.

 

O prédio onde ficar localizado o mercado popular é composto por três blocos, sendo que dois foram totalmente consumidos pelas chamas, que atingiram uma considerável altura. Uma fumaça negra e densa se formou, tomando conta de uma imensa área.

 

As primeiras informações revelam que o fogo rapidamente se alastrou pelas barracas de roupas e tênis, sendo que os comerciantes e clientes se feriram na cabeça, e ficaram intoxicadas por causa da forte fumaça.

 

Muitos dos feridos apresentaram sintomas de asfixia e foram rapidamente socorridas pelos bombeiros e encaminhadas a hospitais da região.

 

O prefeito de Tegucigalpa, Ricardo Alvarez, disse agora a pouco que é pouco provável que o incêndio no mercado popular tenha sido um ato criminoso. Já o presidente de Honduras, Porfírio Pepe Lobo, divulgou a informação, através de sua assessoria, que determinou a realização de uma reunião com o Comitê de Emergência, para juntos, resolverem a situação.

 

Bombeiros que participaram das operações de combate as chamas e no socorro às vítimas, disseram que os trabalhos foram dificultados devido ao elevado número de veículos estacionados na região do mercado popular, o que evitou que as viaturas se aproximassem do local.

 

Os bombeiros também disseram que em alguns momentos faltou água, mas que ela foi restabelecida rapidamente. Outro problema foi a falta de equipamentos.

 

Neste momento chega à redação do Campo Grande Notícias, a informação de que o Congresso de Honduras determinou a abertura de uma Comissão Especial, com o objetivo de avaliar os dos incidentes (incêndios) e elaborar um relatório sobre o caso. Bombeiros e policiais que participaram da ação deverão ser ouvidos pela comissão.

 

O incêndio, que no dia 14 deste mês atingiu a penitenciária na província de Comayagua, repercutiu negativamente na Organização das Nações Unidas (ONU), fazendo com que a entidade solicitasse ao Alto Comissariado para os Direitos Humanos (OHCHR), que exigisse do Governo de Honduras, uma investigação independente e imparcial sobre as causas do incidente que vitimou pelo menos 358 pessoas.

 

A prisão em questão foi projetada para abrigar 250 detentos, mas no momento do incêndio mantinha em suas celas mais de 860 pessoas.

 

O Governo Hondurenho divulgou um comunicado oficial afirmando que a maioria dos presos que morreram, foi em decorrência de asfixia.

 

 

Com informações da Reuters e da Telesur

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