Caos toma conta das cidades na Líbia e milícias estão ‘fora de controle’, diz Anistia Internacional
A Anistia Internacional (AI), cuja sede principal fica em Londres, na Inglaterra, divulgou na manhã desta quinta-feira (16/02), a informação de que o caos se instalou nas principais cidades da Líbia, depois que o líder/ditador Muammar Kadhaffi foi deposto e assassinato por opositores.
Ainda segundo a AI, milícias armadas estariam agindo livremente no país, cometendo inclusive, atrocidades e abusos que ferem os direitos humanos, contrariando normas da Organização das Nações Unidas (ONU).
Essas milícias, de acordo com a Anistia Internacional, estariam “fora de controle”, agindo livremente em um país sem governo, deste que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) ajudou na derrubada do líder/ditador líbio.
O relatório divulgado hoje pela AI, intitulado “As Milícias Ameaçam as Esperanças de uma Nova Líbia”, revela que a situação no país, depois do início da chamada “Primavera Árabe” mostra que as milícias líbias estariam agindo impunemente, trazendo insegurança e impedindo a reconstrução do país e a restauração das instituições do Estado.
O texto do documento documenta extensos abusos dos direitos humanos, incluindo crimes de guerra praticados por parte das milícias suspeitas de terem sido leais ao ex-ditador Muammar Kadhaffi, morto em 20 de outubro de 2011.
Segundo a entidade, foram constadas detenções ilegais, prática de torturas em presos leais a Kadhaffi, assassinatos indiscriminados de opositores, entre outros delitos.
“Há um ano, os líbios arriscavam a vida par exigir Justiça. Hoje, suas esperanças se vêem prejudicadas por milícias armadas ilegais que pisoteiam os direitos humanos com impunidade”, diz o relatório da AI divulgado hoje.
Ainda segundo a Anistia Internacional, entre janeiro e o início de fevereiro deste ano, uma delegação da entidade visitou 11 instalações prisionais no Centro e Oeste da Líbia, comandadas por várias milícias, cujos detentos afirmaram terem sido torturados, mostrando inclusive, os ferimentos, muitos considerados graves.
A AI acusa as atuais autoridades líbias, de não tomarem nenhuma atitude para conter o caos no país, e de não iniciarem investigações sobre os casos, deixando as milícias comandarem livremente parte da Líbia.
Com informações da Reuters








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