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Casa da Memória de Campo Grande, esquecida e abandonada por todos

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Fotos: Álvaro Barbosa
Fotos: Álvaro Barbosa

Um importante patrimônio histórico de Campo Grande, a Casa da Memória, corre o risco de desaparecer definitivamente com o tempo, devido ao abandono, por parte dos proprietários e do poder público municipal.

 

A Casa da Memória, que foi a residência de Arnaldo Estevão de Figueiredo, e que hoje dá nome um bairro de Campo Grande, fica localizada no cruzamento das ruas Barão do Rio Branco e Calógeras, e hoje está tomada pelo mato alto, ratos e animais peçonhentos, e servindo ainda, de abrigo para mendigos e moradores de rua, que sem albergues públicos, utilizam o espaço para dormir.

 

Arnaldo Estevão de Figueiredo foi um importante engenheiro e político sul-mato-grossense, formado em 1917, sendo que neste mesmo ano foi designado pelo Imperador Dom Pedro II, para demarcar as terras de todos os municípios do então Estado de Mato Grosso.

 

Posteriormente ele foi nomeado prefeito de Campo Grande e governador do Estado de Mato Grosso. Ele foi o responsável pela implantação da primeira feira livre da cidade.

 

O engenheiro e político Arnaldo Estevão de Figueiredo construiu a casa em 1921, para servir como residência e escritório. Na época em que funcionou como uma espécie de museu, ela era dividida em salas, contendo: escritório, quarto, galeria de Patronos, biblioteca e uma videoteca.

 

Comerciantes cujos estabelecimentos ficam localizados nas proximidades da Casa da Memória, se queixaram aos nossos repórteres do abandono do imóvel, principalmente pelo fato de que os proprietários, descendentes de Arnaldo Estevão de Figueiredo, não fazerem a manutenção e a limpeza do imóvel, permitindo o acúmulo de água e, conseqüentemente, a proliferação do mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue.

 

Desde 2010 que o imóvel está para alugar, mas até o momento nenhum interessado apareceu, talvez pelo fato de que não possa efetuar alterações no prédio, já que se trata de uma edificação histórica.

 

A edificação, considerada histórica, e por essa razão deve ser preservada, é belíssima. O hall de entrada é formado por pilares, tendo ainda placas de bronze que identificam o lugar. Murais colocados nos muros laterais completam a entrada do imóvel.

 

Uma planta com flores vermelhas colocada no jardim do imóvel, nas proximidades da mureta que dá acesso a Rua Barão do Rio Branco, torna o local ainda mais bonito

 

A equipe de reportagem do Campo Grande Notícias tentou entrar em contato com os proprietários do imóvel, mas não obteve sucesso. A imobiliária que consta na placa não quis informar o telefone dos proprietários, informando aos nossos repórteres que repassaria o recado ao dono, mas até o momento não houve retorno.

Fotos adicionais - clique nas imagens para ampliar
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