PM provoca soldados do Exército que reagem e lançam bombas de gás contra grevistas na Bahia
Policiais militares baianos que estão em greve e que se encontram amotinados dentro do prédio da Assembléia Legislativa do Estado, em Salvador, provocaram os soldados do Exército na manhã desta segunda-feira (06/02), que reagiram atirando balas de borracha e lançando bombas de gás de efeito moral contra os manifestantes.
Há relatos de que sete manifestantes (policiais militares) teriam ficado feridos, além de um cinegrafista de uma emissora de TV, que se aproximou na zona de conflito.
De acordo com as primeiras informações, divulgadas pelo Centro de Comunicação Social da 6ª Região Militar de Salvador, o incidente aconteceu depois que um grupo de policiais militares grevistas, que está do lado de fora do prédio da Assembléia, se aproximou do cordão de isolamento, feito pelos militares do Exército, e jogaram contra eles garrafas de água.
Os militares do Exército, que até o momento apenas faziam o cerco ao prédio da Assembléia Legislativa, se sentiram agredidos e pediram reforços. A Polícia do Exército enviou tropas para o local, e como continuaram sendo agredidos, resolveram contra-atacar, atirando balas de borracha contra os manifestantes.
A Assembléia Legislativa da Bahia está ocupada pelos policiais militares desde a semana passada. O fornecimento de energia elétrica e de água foi suspenso, e mesmo após a determinação judicial para que saíssem do prédio, os grevistas mantém a ocupação.
Por causa da invasão do prédio da Assembléia, o Exército foi convocado, e mantém um cerco do lado de fora do prédio, impedindo a entrada de pessoas. Helicópteros fazem voos rasantes pela local, na tentativa de intimidade os manifestantes, que permanecem irredutíveis.
O prazo dado pelo presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo (PDT), para a desocupação do prédio, termina a meia-noite, e a partir deste momento os soldados do Exército tem autorização para invadir a Assembléia Legislativa e prender os amotinados.
Já o governador da Bahia, Jacques Wagner (PT), continua irredutível em conversar com os manifestantes, afirmando que os métodos usados por parte dos grevistas da Polícia Militar do Estado, são “coisas de bandido”, e que por essa razão não negociará com a categoria, e muito menos, concederá anistia a esses policiais militares.
Com informações da Folha On-Line









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