Sobe para 11 o número de mortos no desabamento de prédios no RJ
A Defesa Civil do Rio de Janeiro divulgou na tarde desta sexta-feira (27/01), a informação de que os bombeiros localizaram mais corpos sob os escombros dos três prédios que desabaram no Centro da cidade, fazendo com que o número de mortos subisse para 11 vítimas fatais.
Segundo as informações, os corpos das vítimas foram localizados com a ajuda de cães farejadores, e já foram removidos do local e estão neste momento seguindo para o Instituto Médico Legal (IML), onde passarão por uma série de exames.
A preocupação das equipes de resgate é, a partir de agora, tentar encontrar os escombros do andar aonde havia uma sala de aula de informática, e onde podem estar mais pessoas.
Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, mais quatro vítimas foram identificadas na manhã de hoje, são elas: Celso Renato Braga Gabral, Cornélio Ribeiro Lopes, Margarida Vieira de Carvalho e Nilson de Assunção Ferreira.
O desabamento deixou seis pessoas feridas, das quais apenas uma permanece internada, porque o estado dela é considerado grave. Ela teve sérias lesões no couro cabeludo, e precisou passar por uma cirurgia.
Devido à tragédia, e também, por causa das suspeitas de que no prédio de 20 andares estavam sendo realizadas obras ilegais, ou seja, sem a autorização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA/RJ) e da Prefeitura, a Polícia Civil decidiu abrir um inquérito para apurar as responsabilidades pelos desabamentos.
A responsabilidade pelas investigações é da 5ª Delegacia de Polícia Civil (DPC) Mem de Sá, cujo delegado titular, Alcides Alves Pereira, já começou a ouvir as testemunhas, inclusive dois policiais que foram os primeiros a chegarem ao local do desmoronamento, e prestaram os primeiros socorros às vítimas.
O advogado que representa o síndico do Edifício Liberdade, que possuía 20 andares, e onde estavam sendo realizadas as obras em dois andares (3º e 9º andar), Gerlado Beire Simões, disse em entrevista coletiva, que seu cliente havia exigido dos proprietários os documentos expedidos pelos órgãos competentes para a realização das obras, mas que até o dia do desabamento os mesmos não haviam sido apresentados.
Já o engenheiro civil Paulo Sérgio Brasil, que acompanhou uma das obras que estava sendo realizada no prédio, mais precisamente no 3º andar, justificou a falta de documentação alegando que não foram feitas alterações estruturais durante a reforma, e que o prédio não possui viga.
“Não tinha viga. Já vi muita gente falando, mas não conhecem a estrutura do prédio. Todos os pilares são externos. No meio, não tem pilar, não tem viga”, justificou o engenheiro Paulo Sérgio Brasil.
Por causa da tragédia, o governador Sérgio Cabral decretou luto oficial de três dias em todo o Estado do Rio de Janeiro, em memória dos mortos e dos desaparecidos.
Com informações da Folha On-Line e do G1









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