Incêndio atinge e destrói o Museu Nacional no Rio de Janeiro

Um incêndio de grandes proporções está atingindo e destruindo na noite deste domingo (02/09) o prédio do Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio de Janeiro. As causas da tragédia ainda são oficialmente desconhecidas, mas serão devidamente apuradas pelas autoridades policiais competentes.

De acordo com informações da Assessoria de Comunicação do Comando Geral da Polícia Militar (CGPM), o fogo começou por volta das 19h35min (horário de Brasília), após o fechamento do museu, quando o último visitante deixou o local.

Foto: TV Globo/Reprodução

As chamas foram avistadas pelos funcionários, que imediatamente acionaram a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, e rapidamente deixaram o prédio em segurança. Não há informações sobre vítimas.

O Museu Nacional foi criado em 06 de junho de 1818 por Dom João VI e completou 200 anos em 2018. Dentro do prédio havia cerca de 20 milhões de itens, entre quadros, telas, livros, móveis históricos, tapeçarias, entre outros objetos de valor incalculável.

Foto: TV Globo/Reprodução

A Assessoria de Imprensa do Museu Nacional informou que quatro seguranças estavam no local, mas que eles conseguiram sair a tempo. Dois destes funcionários teriam visto um clarão no primeiro andar, mas que resolveram deixar o prédio porque havia muito material inflamável na área.

Apesar de sua importância histórica para o país, o Museu Nacional também foi afetado pela crise financeira da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e está há cerca de três anos funcionando com orçamento reduzido.

Foto: TV Globo/Reprodução

O Museu Nacional é vinculado a UFRJ e possui um perfil acadêmico e cientifico. Contém um acervo histórico desde a época do Brasil Império, com destaque para:

  • O mais antigo fóssil humano já encontrado no país, batizada de “Luzia”, pode ser apreciado na coleção de Antropologia Biológica, entre outros;
  • A coleção egípcia, que começou a ser adquirida pelo imperador Dom Pedro I;
  • A coleção de arte e artefatos greco-romanos da Imperatriz Teresa Cristina;
  • As coleções de Paleontologia que incluem o Maxakalisaurus topai, dinossauro proveniente de Minas Gerais.

Com informações das Assessorias do CGPM/RJ e do Museu Nacional

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