Cepea prevê estabilidade na pecuária em 2018

Foto: Divulgação

Analisando os dados de 2017 e levando em consideração estimativas do mercado futuro, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA-Esalq/USP), prevê estabilidade na pecuária em 2018, com cotações que podem chegar a R$ 150 a arroba. Segundo profissionais e entidades do setor, caso confirmadas as probabilidades, será necessário que o pecuarista esteja preparado para comercializar e obter lucros maiores que os atuais.

“A expectativa é de que a arroba em São Paulo chegue a R$145,03 no mês de maio de 2018 e com pico em outubro, quando deve atingir R$ 150,27”, analisa o gestor de projetos do Cepea, Thiago Bernardino de Carvalho. A última vez que a arroba registrou o valor de R$ 150 foi na primeira semana do ano de 2017, depois disso, a cotação sofreu quedas contínuas.

Para o presidente do Movimento Nacional dos Produtores (MNP), Rafael Gratão, o cenário deve se replicar no Centro-Oeste, mais especificamente, em Mato Grosso do Sul. “As turbulências sofridas pela pecuária neste ano foram contornadas e agora o cenário é de estabilidade. Podemos esperar altas expressivas ainda em 2017. Bom para aqueles produtores que organizaram as contas e diminuíram seus custos de produção”, pontua Gratão, referindo-se a importância do planejamento, enquanto se aguarda momentos melhores.

Sobre este assunto a veterinária da Servsal, Ana Cristina Andrade, faz um alerta. “O planejamento deve ir além da gestão da propriedade. Levando em conta o mercado futuro e as possibilidades de alta na arroba, é preciso preparar os animais, para que o produtor garanta receita”, afirma.

“Genética e nutrição devem estar atrelados, coma finalidade de um bom acabamento dos animais, garantindo maiores lucros e até as bonificações oferecidas pela indústria, quando o animal apresenta qualidade acima da média”, destaca.

Para os meses de outubro, novembro e dezembro deste ano, o Cepea estima a arroba em R$ 141,79; R$ 143,09 e R$ 142,30, respectivamente. Carvalho ressalta que todos os valores citados são nominais, ou seja, não consideram a inflação. “Os números deverão oscilar, mas se manterão nesses patamares”, garante o gestor de projetos.

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